Laudos descartam gravidez e dopagem em morte de PM e apontam novas evidências no imóvel

O caso
A morte da policial militar Gisele Alves Santana segue sob investigação após novos laudos periciais divulgados pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo. A agente foi encontrada baleada na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, na região do Brás, na capital paulista.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser considerado morte suspeita diante de inconsistências e novos elementos levantados durante a apuração.
Resultados dos laudos
Exames periciais confirmaram que a policial não estava grávida e também não havia sido dopada, descartando duas das hipóteses levantadas no início da investigação.
Além disso, o laudo toxicológico não identificou presença de álcool ou drogas no organismo da vítima.
Novas evidências no imóvel
A perícia identificou manchas de sangue em outros cômodos do apartamento, o que levantou dúvidas sobre a dinâmica do ocorrido, já que o corpo foi encontrado em um local diferente.
Os vestígios foram detectados com o uso de luminol, substância utilizada para identificar traços de sangue mesmo após limpeza.
Linhas de investigação
A Polícia Civil trabalha com duas principais hipóteses: suicídio ou homicídio. A investigação busca esclarecer se o disparo foi feito pela própria vítima ou se houve participação de terceiros.
Outros laudos ainda estão em andamento e devem ajudar a definir a dinâmica do crime, incluindo a análise da trajetória do tiro e a reconstituição dos fatos.
Próximos passos
Uma reunião entre Polícia Civil, Ministério Público e Corregedoria da PM foi prevista para discutir o andamento das investigações e os resultados já obtidos.
Enquanto isso, o inquérito segue em andamento, aguardando a conclusão de exames complementares que devem indicar se a morte da policial foi resultado de um ato voluntário ou de um possível crime.







